22 de mai. de 2011

Eleição municipal na Espanha

Movimiento 15 M, entre outras coisas, surgiu como uma campanha para romper a hegemonia dos dois partidos PP e PSOE, que tentam dizer que são respectivamente direita e esquerda, mas na verdade somente obedecem seus próprios interesses.  Seria emocionante que os partidos sim representassem uma ideologia ou pelo menos valores, mas eu não coloco minha mão no fogo por nenhum deles, tanto porque, como muitos, o simples fato de ser políticos causa-me desconfiança, quanto devo confessar que não investiguei sobre nenhum deles. Esta não é a visão adequada, mas é o que sinto.

É obvio que este movimento não pretende apenas romper a hegemonia dos partidos, mas seguramente começar provando isto sería importante para mostrar a indignação geral.

São muitas demandas, e eu particularmente tenho as minhas. Começaria acabando com a Monarquia, algo que aqui ninguém fala, simplesmente porque vão com a cara do Rei, enquanto ele e sua família vai saltando de um evento social a outro gastando o dinheiro que a Espanha precisa....

Em fim, vamos ver no que resulta tudo isto, mas não parados! porque o que se faz cada dia, em cada ação é o que conta para uma mudança cultural e consequentemente do sistema.

31 de ago. de 2010

Zona de conforto

Os homens atuam a partir da natureza e adaptam sua vida social a esta ação, desenvolvem em cada situação concreta certas formas de sentir, pensar e atuar que correspondem à vida social de diferentes grupos. 


Goldmann, que desenvolve o tema da criatividade para ação e a iniciativa em muitos de seus estudos, conclui que entre tantas justificativas para não participar existe um forte argumento individual: Ser objeto passivo tem sido mais interessante que sujeito ativo, pois significa absterse de um problema a mais. Isto leva geralmente a uma vida mais fácil e prática, ainda que cada vez mais marginal e isolada enquanto capacidade de criação e senso de sociedade, que oferece cada vez menos solo fértil para fertilizar e favorecer a criação.

Goldmann não contava com as redes sociais neste momento, e para ser parte delas e da virtualidade, as pessoas são obrigadas a expressar seus sentimentos e terem opiniões. As atitudes virtuais são parte do caminho para uma atitude real.

A zona de conforto está diminuindo... a partir daí cada um buscará como ser mais que passividade.

17 de ago. de 2010

A regra de ouro

Uma sociedade bem ordenada só pode se manter como tal se houver a cooperação entre seus membros. Cooperar com o outro é um aspecto do altruísmo que pode ser explicado, mesmo entre agentes egoístas, sem perda de consistência, por conta dos efeitos da reciprocidade exigida pelas partes e que fundamenta princípios éticos fortes como a conhecida Regra de Ouro - "faça pelo outro aquilo que gostaria que fizessem por você". Antônio Rogério da Silva

No entanto...

10 de ago. de 2010

O nome de Nietzche em vão

Faz tempo que percebi como o pobre Nietzche é utilizado por todos os lados. Suas frases fragmentadas podem encaixar na argumentação de muita coisa fora do contexto que foi dita. A irmã de Nietzche foi a primeira e por isto, por muito tempo ele era visto como algo nazista.

Mas ultimamente, por irônico que seja, as pessoas que têm usado seu nome em vão são religiosas. Foram duas ocasiões que presenciei isto, a primeira foi com a frase “ajoelharia diante de um deus que dançasse”, que um Hare Krishna usou quando tentava me convencer que Nietzche apreciava esta religião. Se fizessemos uma lista de deuses que dançam acho que Nietzche tería muitas religiões, mas o importante é que quando disse isto, dentro do contexto, não está relacionado em favor de nenhuma religião, senão contra o catolicismo que impregnava a moral de sua época. A segunda foi recentemente, quando li no livro “Tantra: Suprema Compreensão” de Osho a frase “Deus está morto” firmada por Nietzche. É até dificil entender a lógica de Osho nesta relação com o Tantra, sinceramente ele deu tantas voltas que não consegui nem sacar conclusões de sua relação e percebi que não valia a pena seguir tentando entender....

A interpretação de uma obra pode ser dada as vezes em sentidos opostos entre as pessoas e o autor, afinal o pensamento também é uma arte. Mas tudo isto tem um mérito, o de utilizar a introspeção para interpretar algo que chega a nós, apesar que quase sempre interpretamos o que queremos escutar, o que nos parece mais apropriado, para o bem ou para o mal. O que não tem mérito é distorcer uma conclusão de um nome respeitado para conseguir respeito.

Devemos ter cuidado ao ouvir a interpretação de outros sobre uma pessoa ou pensamento e absorvê-la. Isto vale também para as notícias dos jornais e os comentários dos vezinhos.

1 de ago. de 2010

Intervenção

A realização de uma intervenção urbana de manera social não é nada fácil. É preciso pensar algo para todos. Mas o egoísmo entra nesta história por todos pontos de vista. O importante é saber se o nosso interesse é muito pessoal, só para começar.
A necessidade de fazer algo surge quando vemos que um espaço foi esquecido e menosprezado e queremos utilizar-lo. O espaço público, substituido por tantas “prioridades”, nos deixa de interessar pela prioridade de conservar de melhorar as condições de vida em nossa própria casa.
Acontece com todos nós. As motivações variam, mas o resultado é o mesmo. Estabelecer este vínculo, vida pessoal e espaço público é um desafio para todos. Perguntar-se o que se ganha com dedicar-se com a questão que compete ao governo como essência é a primeira coisa.
Sem menosprezar a boa vontade da sociedade porque também sou parte dela, sei que existe papeis que cada um representa, e só este mesmo papel, sendo exercido de meneira positiva à sociedade provoca o processo de melhoría que governo mediará em vez de decidir.
Isto quer dizer que não todos vamos plantar árvores nas praças e restaurar equipamentos públicos, mas que sempre o que uma pessoa sabe e gosta de fazer contribui socialmente. Mas como servir com ela? De um esporte, marcenaria ou administração? Um caixa, um vendedor ou um engenheiro? Todos podem completar este ciclo sem desviar de sua própria evolução pessoal.
Isto sim é uma intervenção. Usar o que aprendemos individualmente para sobreviver neste mundo e criar um novo sentido em nossa própria existência.

4 de jun. de 2010

Contradição vital

Entre buscar o sonho e deixar que as coisas tomem seu caminho, o ponto de equilibrio é sutil e pessoal.
A única certeza é desfrutar do que está ao alcance e estar atento sobre o que é o alcance.
A vontade instintiva, o que as vezes nem acreditamos que pode ser uma opção de existencia é o que pode chegar a ser a fórmula da vida. Por isto nossos hobies devem ser mantidos e reciclados. Esta transformação é madurez, é aprimoramento, é a força do universo te levando pra algum lugar.

27 de mai. de 2010

Instinto

Uma parte de nós tem um conhecimento incrível.
Esta parte não se explica; surge quando nos liberamos do pensamento.
Isto é paz, isto é fé.
Paz interior e fé nos próprios sentidos.
Sem saber, instintivamente, unimos os laços de nossos desejos.