15 de mar. de 2010

A não liberdade da vontade

A "não liberdade da vontade" é concebida como um problema nos dois lados dos agentes completamente opostos, mas sempre de uma manera hondamente pessoal: alguns não querem renunciar de maneira alguma sua "responsabilidade", a fé em si mesmo, ao direito pessoal a seu mérito (as raças vaidosas encontram-se neste lado); Os outros, ao contrário, não querem responsabilizar-sem de nada, ter culpa de nada, e aspiram, desde um autodesprezo íntimo, poder descartar-se de suas responsabilidades.  Nietzsche
A divisão de funcões e as distâncias geradas entre as pessoas representam rupturas na vida cotidiana com relação aos padrões pré-industriais complicando a existência do indivíduo.
No entanto, o “fora de jogo” do sujeito e dos processos de urbanização, perda de cognição, percepção e controle sobre o espaço fragmentado faz a vida mais simples no sentido de mobilidade e ausência de responsabilidades coletivas. O modelo urbano pré-industrial é mais complexo, pois mescla e acumula funções, e mais simples por permitir um maior controle e implicação dos indivíduos sobre os processos sociais da vida cotidiana.

A tendência, sob o parâmetro econômico, representa a máxima expresão em divisão de trabalho e a mínima expressão de autonomía. A divisão e a especialização, a concentração e as formas de distribuição da produção dos produtos e da competitividade fazem dos processos produtivos algo muito complicado, ao mesmo tempo que a carência de iniciativa e criatividade, de controle/conhecimento sobre o processo produtivo cria rotinas que simplificam a vida dos indivíduos.

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